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Esculturas de Antony Gormley são expostas em ruínas gregas

Euclides, o pai da geometria, decretou que o centro de um círculo é um ponto fixo. A ilha grega de Delos, um pedaço de terra árido rochoso com solo estéril localizado dentro de um círculo de pequenas ilhas chamadas Cíclades, violou essa regra. Fala-se que as Cíclades ganharam uma localização fixa somente depois que se tornaram berço de Apolo, deus da sabedoria e da luz, e de Artemis, deusa da lua. Conhecida antes como Adilos (invisível) recebeu depois o nome de Delos, que indica alguma coisa exibida ou demonstrada.

Coordenadas estáveis não são garantia de uma vida estável. No âmbito da história real, este trecho sagrado de terra foi disputado por ilhas rivais, cidades-Estado, impérios e interesses comerciais. No início eram competições benignas para construir o mais belo templo; mas, nos períodos helenístico e romano, Delos se tornou uma zona franca terrena onde a product mais visível eram os escravos. Mais de 20 mil pessoas viviam numa área de cinco quilômetros de comprimento por 1,5 quilômetros de largura. Algumas possuíam casas opulentas com mosaicos magníficos. Mas há também traços de incêndios aterradores.

Sir Antony Gormley, um dos artistas mais importantes da Grã-Bretanha, diz que conseguiu sentir o legado desse ambiente proteiforme quando decidiu instalar suas próprias esculturas de ferro entre as rochas, as antiguidades e o mar. Em dias muito frios, a água e a crosta da ilha têm um tom cinzento similar e nos dias ensolarados o granito reflete o sol e se funde com o céu. Sir Anthony diz entender porque Delos age vista outrora como uma ilha à deriva: “Há um sentimento de ela se ampliar para o espaço”. Na primavera sua beleza é espetacular; o inverno dá lugar a um esplêndido tapete de flores.

Vinte e nove figuras antropomórficas de Sir Antony estarão expostas em Delos até final de outubro. Algumas são visivelmente copiadas de corpos humanos (incluindo o seu próprio), outras constituem uma reunião de formas em tijolos que apenas se aproximam do Homo sapiens. Cinco das obras foram produzidas especialmente para a exposição; as restantes foram criadas durante seu estudo de 20 anos da relação entre o corpo e seu meio ambiente. Em Delos elas também representam um experimento deslumbrante de justaposição de arte clássica e contemporânea– e é uma rara exceção à atitude rígida da Grécia quando se trata do uso de suas antiguidades.

Ninguém, salvo os guardiães, conseguiria viver na ilha sagrada, mas a cada ano 165 mil pessoas chegam a Delos em navios lotados, vindas ou da ilha de Mikonos ou de navios de cruzeiro. A estátua que monta guarda na água deixa os visitantes sem fala quando aportam na extremidade noroeste da linha. Outras esculturas, como uma muito abstrata colocada no teatro antigo, são mais provocativas. Os blocos pesados de ferro estão colocados estoicamente num local onde outrora eram encenadas tragédias clássicas sofisticadas.

Tendo crescido como católico, mas depois se dedicado ao budismo, Sir Antony odeia sistemas religiosos rígidos. Toda arte espiritual do passado envolve uma subserviência às maneiras estabelecidas de pensar e estruturas de poder, afirma. E ele quer evitar isto, qualificando suas obras como uma sugestão ou um estímulo. Elas convidam o ser humano a reocupar seu corpo e superar sua alienação da natureza, que na visão dele, toda a civilização, mesmo aquela da antiga Grécia, causou. Sua preferência pelo ferro tem um duplo significado: é uma matéria prima do planeta, mas também foi base da Revolução Industrial com todos os seus danos colaterais.

Por razões de praticabilidade e política cultural, a instalação é uma enorme façanha, e cara. Por exemplo, oito das esculturas tiveram de se transportadas por um helicóptero fretado. Entre os organizadores da mostra, chamada Sight, está a fundação Neon, fundada por Dimitris Daskalopoulos, empresário grego. Numa colaboração público-privada, algo inusitado em se tratando da Grécia, a fundação trabalhou com o departamento do ministério da Cultura que supervisiona as Cíclades. Juntos eles contataram Central Aarchaelogical Council, que protege os sítios clássicos e que insiste que nenhuma escultura seja instalada em áreas sagradas dos antigos templos.

Mesmo respeitando tais cláusulas, a permissão para realizar a exposição foi algo inusitado. Na história da Grécia, poucas vezes suas antiguidades tiveram usos não convencionais. Nos anos 1850, soldados britânicos e franceses realizaram um banquete no Partenon. Para os orgulhosos gregos, foi uma atitude provocativa de países que já haviam roubado muitas obras de arte helênica. Nos anos 1920, um fotógrafo grego chamado Nelly induziu bailarinas famosas a posarem quase ou completamente nuas em torno do Partenon. Isadora Duncan, matriarca da dança moderna, estava vestida mais decentemente quando dançou em volta das colunas do templo alguns anos antes.

A demanda de cineastas por locais gregos implicou novos dilemas. Uma autorização para filmar na Acrópole foi dada a Francis Ford Coppola; o pedido da BBC para usar o pace de Sounion, no sul de Atenas, para sua minissérie The Little Drummer Woman, foi aceito também, embora somente depois de a emissora revisar seus planos. Mas a casa de moda Gucci foi rechaçada em 2017 quando pediu permissão para um evento na montanha ateniense. E infeliz o turista que tentar encenar qualquer evento espontâneo. Vista uma roupa clássica e present para amigos na frente de um pilar e você corre o risco de ser repreendido por um guarda.

Filmes e outros eventos culturais próximos das antiguidades são “uma exceção” diz Manolis Korres, encarregado da conservação da Acrópole. Portanto, em sua ousadia, sua extravagância e ao desafiar um local reverenciado, a exposição de Delos provavelmente será um evento único. “Nada igual ocorrerá novamente”, disse Dimitris Athanasoulis, ministro da Cultura. No momento, espera sir Antony, suas figuras estão expostas como agulhas de acupuntura nos penhascos da ilha, prontas para reativar suas energias místicas./ TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

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Podcast – Maimônides


Estado da Arte

24 de abril de 2019|14 h08

OUÇA:

Think of um clínico tão competente que foi recrutado pelos chefes de estado mais poderosos de sua época e ainda encontrou pace para redigir grossos tratados de medicina. Agora think of um rabino consumido pelas agruras de sua comunidade, capaz de compilar a primeira codificação integral da lei dos judeus e escrever um comentário em 14 volumes às suas tradições exegéticas e jurisprudenciais reunidas no Talmud. E pense num filósofo capaz de sintetizar criticamente toda a filosofia anterior a ponto de determinar os rumos da filosofia contemporânea e da subsequente. Por fim, fusione, se sua imaginação puder, todas essas pessoas numa só. Eis Moisés Maimônides, a “Grande Águia”.

Unindo energicamente prática e conceito, observância externa e sentido interior, ação visível e experiência invisível, lei e filosofia, Maimônides– que longe de gozar da paz de um gabinete acadêmico ou palaciano, peregrinou por anos e milhares de quilômetros como refugiado– foi não só um dos mais versáteis, competentes e hiperativos polímatas de todos os tempos, como nos legou o título possivelmente mais engenhoso da história das letras, o Guia dos Perplexos Pensador pressionado entre Jerusalém e Atenas, influenciou a teologia middle ages, dos muçulmanos aos cristãos, além de uma linhagem de filósofos e cientistas modernos como Leibniz ou Newton. Fiel à fé de seu povo, combateu o racionalismo, fonte do ceticismo, do agnosticismo e do relativismo que ameaçam a religião positiva. Fiel à razão universal, combateu o puritanismo dogmático que prega a oposição absoluta entre a sabedoria divina e a humana, ameaçando com sua intolerância a cultura nonreligious e cosmopolita. Como disse Kenneth Seeskin, “Ao tentar aproximar o judaísmo e a filosofia, ele não deixou nenhum dos dois como os encontrou. Se o judaísmo se tornou mais rigoroso na defesa de suas crenças centrais, a filosofia se tornou mais disposta a enfrentar suas limitações.” Desde então, a história intelectual judaica é em certa medida um debate sobre a posição de Moisés Maimônides. Não à toa um dito já popular em sua época acabou gravado pelos séculos dos séculos em seu túmulo no litoral do mar da Galileia: “De Moisés a Moisés, não houve ninguém como Moisés”

COM

Francisco Moreno: doutor em Língua, Literatura e Cultura Judaica pela Universidade de São Paulo, médico e pesquisador de História da Medicina.

Nachman Falbel: teacher de História, Filosofia Medieval e Cultura Judaica na Universidade de São Paulo.

Ruben Sternschein: Doutor em Filosofia Judaica pela Universidade de São Paulo e rabino da Congregação Israelita Paulista.

OUÇA:

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Siete consejos del Arte de la Guerra que te ayudarán a mejorar en los juegos de lucha

Siete consejos del Arte de la Guerra que te ayudarán a mejorar en los juegos de lucha

Street Fighter, Mortal Kombat, Dragon Ball FighterZ, Smash Bros … Los juegos de lucha tienen un matiz muy especial: boy muy sencillos de abordar, pero dominarlos requiere su tiempo Porque de aporrear botones a la emoción del EVO Minute 37 hay un trecho enorme, aunque -afortunadamente- ya no tendremos que dejarnos las monedas para perfeccionar nuestra técnica.

Es inevitable ponerlo de ejemplo: que Ryu haya sido el molde sobre el que se ha edificado todo un género ayuda, haciendo que haya elementos comunes en la mayoría de juegos. Pero, admitámoslo, de poco nos sirve aferrarnos a éstos patrones a la hora de jugar Dead or Alive o JUMP Force

En VidaExtra se nos ha ocurrido una concept: elaborar una pequeña guía para que puedas defenderte en la mayoría de juegos de lucha, pero también para aumentar tus posibilidades de victoria Y, partiendo de esa base, hacer una analogía con una de las mayores obras literarias de la humanidad: el Arte de la Guerra de Sun Tzu

Con sus más de dos mil quinientos años, El Arte de la Guerra es considerado el mejor libro de estrategia de todos los tiempos. Se dice que Napoleón, Maquiavelo y hasta Mao Tse Tung encontraron la inspiración en él. Y, con el enfoque adecuado, podrás atreverte a pasar del modo Arcade a las partidas online.

Da igual que se trate de los clásicos de Capcom, SNK y Arc System Functions o aquellos juegos no tan ortodoxos: el actual denominador común es el auge de su aspect competitivo Algo que queda reflejado en la fiebre por los eSports.

KOF14

Por ello, vamos a recuperar siete consejos de Sun Tzu para que los puedas usar en tu favor la próxima vez que te enfrentes a un Last Employer o te juegues subir de rango en las partidas clasificatorias online.

Lo esencial: no malgastes tus movimientos (ni aporrees botones)

Scorpion

Los que conocen las artes marciales no pierden el tiempo cuando efectúan sus movimientos, ni se agotan cuando atacan. Debido a esto se dice que cuando te conoces a ti mismo y conoces a los demás, la victoria no es un peligro

Pese a que el sistema de autocombos es cada vez más frecuente en los actuales juegos de lucha, eso es pan para hoy y hambre para mañana En este aspecto, desplázate únicamente cuando tenga sentido y ataca sólo cuando sepas que vas a causar daño o provocar que tu rival se mueva hacia una posición que te sea ventajosa. A lo que hay que sumar un tercer elemento: tienes que tener presente y bajo control la velocidad y el alcance de tu personaje.

Se puede luchar con honor también, y a la vez, confundir al enemigo

Tekken

El arte de la guerra se basa en el engaño. Por lo tanto, cuando es capaz de atacar, ha de aparentar incapacidad; cuando las tropas se mueven, aparentar inactividad.

Si está cerca del enemigo, ha de hacerle creer que está lejos; si está lejos, aparentar que se está cerca. Poner cebos para atraer al enemigo.

Lanzar un proyectil para forzar que nuestro enemigo salte, provocar un contraataque de manera intencionada, jugar con la ventaja del terreno y sacar partido a los movimientos a media y larga distancia si nuestro escenario permite pasos laterales. No se trata de sorprender a tu adversario, sino de llevar las riendas de lo que ocurre en pantalla

Llevar la iniciativa no significa tener una actitud ofensiva

Guile

Los buenos guerreros hacen que los adversarios vengan a ellos, y de ningún modo se dejan atraer fuera de su fortaleza.

Lo que impulsa a los adversarios a venir hacia ti por propia decisión es la perspectiva de ganar. Lo que desanima a los adversarios de ir hacia ti es la probabilidad de sufrir daños. Cuando los adversarios están en posición favorable, debes cansarlos.

Siguiendo la línea del punto anterior, una de las estrategias más efectivas está en saber atraer al competing sin que eso nos pase factura Es decir, usar los puntos que quedan expuestos de nuestros atacantes en su contra y -por supuesto- tener presente que una estrategia totalmente agresiva sólo funcionará con los rivales más inexpertos.

Si luchas en competitivo, no repitas siempre el mismo patrón

Trunks

Determinar los cambios apropiados, significa no repetir las estrategias previas para obtener la victoria. Para lograrla, puedo adaptarme desde el principio a cualquier formación que los adversarios puedan adoptar.

Así pues, un ejército no tiene formación constante, lo mismo que el agua no tiene forma constante: se llama genio a la capacidad de obtener la victoria cambiando y adaptándose según el enemigo.

Posiblemente hayas aprendido en el tutorial o mirando en YouTube un combination terriblemente efectivo. Algo que te vendrá de perlas en el Arcade o el Modo Historia de cualquier juego. Sin embargo, lo esencial en un juego de lucha no solo es adelantarse a las circunstancias, también hay que adaptarse.

Porque, como decían los villanos de Dragon Ball, un mismo truco no funcionará dos veces. Haz que ese combination que tanto te ha costado aprender sea tu as en la manga, no tu única arma

Cambia de estrategia según tu barra de salud

Tekken 7

La invencibilidad es una cuestión de defensa, la vulnerabilidad, una cuestión de ataque.

La defensa es para tiempos de escasez, el ataque para tiempos de abundancia. El éxito en la guerra se alcanza cuidando de adaptarse permanentemente al propósito del enemigo.

Puede parecer de lógica, pero aprender a jugar a dos velocidades es esencial: cuando nuestra barra de salud está por encima de la mitad podemos dedicarnos a estudiar a nuestro rival y tener una actitud más ofensiva. Incluso experimentar con técnicas de desgaste. Pero cuando está por debajo de la mitad, nuestra prioridad pasa automáticamente convertirnos en el último luchador en pie.

Entrena con todos los personajes que tengas a tu disposición

Super Smash Bros Ultimate

Para conocer a tu Enemigo debes convertirte en tu Enemigo. Si utilizas al enemigo para derrotar al enemigo, serás poderoso en cualquier lugar a donde vayas.

Dedicarse exclusivamente a un luchador es una excelente opción para perfeccionar nuestra técnica. Pero saber usarlos todos es todavía más efectivo No solo podrás prever los movimientos, el ritmo y su alcance, sino también sus ventajas y limitaciones. Exprimir el tutorial y alternar entre todos los personajes de vez en cuando siempre da sus frutos.

Constancia, constancia y constancia

Ryu

Las victorias de los buenos guerreros no destacan por su inteligencia o su bravura. Así pues, las victorias que ganan en batalla no boy debidas a la suerte.

Sus victorias no son casualidades, sino que kid debidas a haberse situado previamente en posición de poder ganar con seguridad, imponiéndose sobre los que ya han perdido de antemano.

Tener reflejos ayuda en los juegos de lucha. De hecho, en la mayoría de videojuegos. Sin embargo la clave para dominar cualquier combate es la constancia Dejar al mínimo posible el factor suerte, aprender de los errores y usar la prudencia en nuestro beneficio y no en nuestra contra.

Dicho de otro modo: nuestras victorias no child fruto de la casualidad, sino de lo que hemos aprendido Y en los juegos de lucha siempre hay lecciones y técnicas con las que aumentar nuestro porcentaje de victorias … e incluso margen para encontrar y experimentar con nuestro propio estilo.

Ilustración de portada| Randis Albion

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El director de arte de God of War reimagina de manera realista a los personajes de Super Smash Bros

El director de arte de God of War reimagina de manera realista a los personajes de Super Smash Bros

Se ve que Rafael Grasseti, director de arte en Sony Santa Mónica y responsable del último God of War, tenía mucho tiempo estos días tras la publicación del documental sobre la creación del juego y sin ningún proyecto en el horizonte, al menos que nosotros que sepamos.

Para echar el rato el artista de origen brasileño, que ha participado anteriormente en juegos tan importantes de otros estudios como Mass Impact o Killzone: Shadow Fall, ha decidido pasar por un filtro realista a los personajes de Super Smash Bros; y el resultado es … curioso, cuanto menos.

Como suele suceder en estos casos, algunos de los personajes aceptan mejor ese tipo de interpretaciones que otros, con un Diddy Kong o un Yoshi muy cuquis pero un Megaman o un Sonic bastante terroríficos -este último sorprendentemente parecido al que pudimos ver hace poco en el tráiler de Sonic: la Película-.

Os dejamos a continuación con la galería que Raf, así se hace llamar en muchas de sus redes sociales, ha compartido en Instagram:

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Após polêmica com Bolsonaro, Dead Kennedys e ilustrador divergem sobre cartaz

Redação – O Estado de S.Paulo

23/04/2019, 13: 47

Cristiano Suarez afirma que arte foi autorizada e oficial, mas banda norte-americana nega

Cartaz do grupo Dead Kennedys.

Cartaz do grupo Dead Kennedys. Foto: Instagram/ @cristianossuarez

Após causar polêmica com um cartaz de sua turnê no Brasil que foi visto como uma possível crítica ao presidente Jair Bolsonaro por fãs e internautas, a banda Dead Kennedys afirmou que a arte não teria sido autorizada pelo grupo. Cristiano Suarez, ilustrador brasileiro que fez a arte, nega a versão do grupo.

Na tarde da última segunda-feira, 22, a arte chegou a ser divulgada no Instagram oficial do Dead Kennedys, mas a publicação foi deletada menos de duas horas depois, por conta da repercussão. Ela também havia sido publicada no Instagram de Cristiano Suarez, seu autor.

Posteriormente, o Dead Kennedys publicou uma nota em seu Facebook oficial, se retratando pela divulgação do cartaz. A postagem também foi apagada depois de algum tempo.

A nota afirmava que “o cartaz foi divulgado pelo organizador dos shows sem o conhecimento do Dead Kennedys e não foi autorizado.”

A banda reforçou seu posicionamento “fortemente contrário” ao fascismo e à violência, mas ressaltou que a banda não possui conhecimento suficiente para falar sobre a situação política de outros países.

Cartaz da turnê do Dead Kennedys no Brasil.

Cartaz da turnê do Dead Kennedys no Brasil. Foto: Instagram

” O cartaz divulgado não reflete um posicionamento político do Dead Kennedys. A mensagem básica da banda tem sido, e ainda é, fazer as pessoas se questionarem a pensar por si mesmas, e não que digam a elas o que pensar”, encerra o comunicado.

O ilustrador brasileiro Cristiano Suarez, criador da obra, também deletou a postagem de seu feed.

O artista postou um story com uma captura de tela que seria do perfil do Instagram do Dead Kennedys publicando sua arte. “Precisei remover a arte daqui, mas só pra reforçar que ela foi oficial, sim”, ressaltou.

Em seu perfil no Facebook, Cristiano discordou da versão apresentada pela banda: “Foi postada no perfil oficial da banda e removido logo design após o boom das publicações e dos trending topics do Twitter, logo design depois foi liberada uma nota, que também foi apagada quando se deram conta que muitas pessoas já tinham visto”.

Entenda a polêmica entre o Dead Kennedys e Jair Bolsonaro

No material de divulgação dos shows do Dead Kennedys pelo Brasil, feito pelo ilustrador brasileiro Cristiano Suarez, é possível ver uma família usando cabelo, maquiagem e nariz de palhaço, além de camisas semelhantes ao uniforme da seleção brasileira de futebol – porém, com uma cruz em vez do brasão da CBF

As crianças da família empunham espingardas Os membros da família possuem o símbolo do integralismo( movimento político brasileiro inspirado no fascismo) em seus braços e estão cercados por tanques de guerra, que poussuem bandeiras semelhantes às usadas pelo nazismo, mas com símbolos de cifrão[$] em vez de suásticas. Ao fundo, um regional semelhante a uma favela pega fogo.

Não há nenhuma citação direta ao governo ou a uma pessoa em específico. Em seu perfil no Instagram, Cristiano afirmou que “pessoas que gostam da banda, assim como eu, entenderam exatamente o que eu quis passar, referências e entrelinhas, sem necessariamente tomar suas próprias conclusões”.

Antes, ele havia comemorado a oportunidade: “O tipo de trabalho que dá orgulho de fazer! Dead Kennedys sempre foi minha banda de hardcore predileta, desde a época que eu period moleque!”

” O inglês errado é de propósito, uma ironia ao péssimo inglês do brasileiro comum de classe média que adora a cultura americana acima de tudo! E entenda brasileiro comum como quiser!”, prosseguiu.

Suarez refere-se à frase “I enjoy the odor of poor dead in the early morning!”, presente no cartaz, algo como “Amo o cheiro de pobres mortos pela manhã”, em tradução livre. Segundo ele próprio postou em um story, uma referência a uma cena do filme A pocalypse Now

Cristiano também apagou sua postagem, posteriormente, mas se negou a confirmar que a banda não tivesse dado autorização para tal.

Repercussão do cartaz do Dead Kennedys nas redes sociais

Nas redes sociais, o cartaz dividiu opiniões, mas inúmeros perfis acreditam que a arte faz uma crítica ao presidente Jair Bolsonaro. Alguns posicionaram-se favoráveis a ela, e outros contrários.

Alguns artistas se manifestaram sobre o assunto nas redes sociais. “A arte fala por si. Viva o punk rock”, escreveu a atriz Guta Stresser, conhecida por interpretar a personagem Bebel em A Grande Família O cantor Marcelo D2 também comentou: “Voltamos aos anos 90, mesmo”.

Cristiano Suarez compartilhou uma mensagem enviada por João Gordo pedindo: “” Muda, em vez de Dead Kennedys, põe Ratos de Porão [risos]”. Pouco depois, o músico e apresentador publicou a adaptação do cartaz com sua banda no Instagram.

Confira algumas reações ao polêmico cartaz da turnê do Dead Kennedys no Brasil abaixo:

Pqp olha a arte da trip do DK no Brasil … voltamos aos anos 90 mesmo pic.twitter.com/D2h6w2HT6X

— Marcelo D2 (@Marcelodedois) 22 de abril de 2019

Bozo é um dos apelidos depreciativos usados pelos críticos de Jair Bolsonaro para se referir ao presidente.

O pôster, segundo a produtora, foi feito pelo ilustrador Cristiano Suarez. “Pôster oficial da trip do Dead Kennedys no Brasil. O tipo de trabalho que dá orgulho de fazer!”

— Gus (@gssecta) 22 de abril de 2019

” Dead Kennedys ataca Bolsonaro em poster da turnê brasileira”.

Ah vá! Sério mesmo que tem gente surpresa que uma banda de HARD ROCK está protestando contra um presidente (ainda mais um de direita)?

— Gran Turini – Reserva (@Gr4nTur1n1) 22 de abril de 2019

Apreciem essa obra de arte em forma de poster da tour do Dead Kennedys no Brasil dando um esmurro no Bolsonaro.

Obrigado pic.twitter.com/dNpIFoloEX

— Leo Götze ♠ (@EsseFrehley) 22 de abril de 2019

Sério?

Eleitor de Bolsonaro afirmando que o “Dead Kennedys” perdeu todo o prestígio com você?

Velho, isso só pode ser brincadeira … por favor … kkkkkkkk pic.twitter.com/ALAiz8tSbQ

— Rafael_Nascimento. (@selvagemdodia) 22 de abril de 2019

Descoberta de hoje: aparentemente existe fã reaça de Dead Kennedys

— Circus guy (@chaotic_rogue) 22 de abril de 2019

mt orgulho do dead kennedys velho desde sempre indo contra essas merdas de governo

— (@failmetal) 22 de abril de 2019

Este punks de hoje em dia são uns comédia, kkk dead kennedys vão na onda de vacilões com um cartaz que imprimi somente o que ocorre na cabeça dos chapados.

— Ramos (@sergyoramos) 22 de abril de 2019

Dead Kennedys? Quem?

O melhor é o brasileiro, que achou “FODA” ver uma bandinha de garagem de merda ilustrando o Brasil como se todo mundo carregasse uma escopeta trajado com o uniforme da nossa seleção. pic.twitter.com/OHzBZXkJzX

— Jonah W. White (@JonahWhite30) 22 de abril de 2019

Dead Kennedys está estacionada nos anos 80/ 90

— Junior B17(@meajunior17) 22 de abril de 2019

Confira abaixo a íntegra do comunicado que havia sido publicado pelo Dead Kennedys, em inglês:

It has concerned the attention of Dead Kennedys that a poster has been released promoting the band’s upcoming shows in Brazil.

This poster was released by the promoter of the shows without the understanding of Dead Kennedys and is unapproved.

Dead Kennedys is an iconic American punk band who is understood for its political declarations and takes a strong anti-fascist, anti-violence stance.

Nevertheless, the band feels it can not presume to know sufficient about scenarios in other countries to wade into their specific politics. The poster simply released does not show a political declaration or position of Dead Kennedys.

The band’s fundamental message has been, and still is, to ask people to think for themselves, not to tell them what to believe.”

Os preços dos ingressos para o show do Dead Kennedys em São Paulo variam entre R$ 110 (meia) e R$ 300.

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Arte urbano|El Banksy gallego que triunfa sin pintar grafitis

Arte urbano|El Banksy gallego que triunfa sin pintar grafitis

Pieza de Cordal colocada frente al Museo Guggenheim de Bilbao, ciudad en la que tiene su estudio.

Después de trabajar durante la última década fuera de España, el creador pontevedrés de las esculturas en miniatura y referente de la denuncia social acude como invitado a C.A.L.L.E., el celebration de arte urbano de Lavapiés

Otro mundo es posible, pero a la altura de la suela del zapato: en un charco, en una grieta del pavimento, junto a una tubería, sobre una alcantarilla … El artista Isaac Cordal anima a la movilización con su universo en miniatura situado a ras de suelo. Ahora que todos caminamos por la acera con la cabeza inclinada hacia la pantalla del móvil -los fisioterapeutas ya llaman a esta mala postura text neck o cuello de texto-, Cordal invita a mirar para abajo. Donde no mira casi nadie. Donde también pasan cosas.

” En la ciudad hay un montón de estímulos visuales, sobre todo publicidad, con la que se nos bombardea constantemente”, lamenta. “Me parece interesante prestarle atención a los pequeños detalles. Hoy en día interactuamos bien poco con el entorno urbano. Todo está prohibido o a punto de estarlo”.

Cordal (Pontevedra, 1974) es el creador más invisible del street art nacional. Por dos razones. La primera es que, a diferencia de la mayoría de sus colegas, no se dedica a pintar con spray grandes fachadas encima de una grúa, ejecuciones siempre vistosas y susceptibles de acabar en Instagram o en el cierre de un telediario. Sus intervenciones en el espacio público, por el contrario, consisten en algo bastante menos grandilocuente: la colocación de figuritas humanas en lugares insospechados, buscando más la sorpresa del peatón que la repercusión mediática.

” Creo que el hecho de reducir la escala es interesante porque las esculturas pasan desapercibidas: si te fijas, las ves, y si no, no pasa nada. No molestan. Ya hay bastantes mausoleos y próceres ecuestres asediando las ciudades”, explica por correo electrónico.

‘ Follow the leaders’, la crítica contra el orden económico de Cordal en Montreal.

La segunda razón es que en los últimos 10 años este master de lo minimal ha vivido y desarrollado su carrera fuera de España Londres, Berlín, Bruselas, Nueva York, Ámsterdam, Bogotá o Hanoi kid algunas de las ciudades a las que ha viajado con su serie Cement eclipses Ahora a esa ruta internacional se incorpora Madrid. Desde hoy, y hasta el próximo domingo, Cordal participa como artista invitado en la sexta edición de C.A.L.L.E., el festival organizado por la plataforma Madrid Street Art Project y Cervezas Alhambra que transforma hasta 50 comercios del barrio de Lavapiés con diferentes propuestas de pintura mural, collage o fotografía.

” Es un barrio muy especial. Tiene todo eso que me gusta: vida y contrastes”, comenta sobre el futuro emplazamiento de sus piezas en la capital. Un escenario amenazado por la gentrificación donde un vecino con retranca escribió hace unos días: Tu street art me sube el alquiler

Lo paradójico es que Cordal precisamente se ha hecho un nombre criticando los excesos del capitalismo, el compadreo de la casta política, la pasividad en la lucha contra el cambio climático, los tics de la sociedad patriarcal y la deriva de la age ultratecnológica Su actitud de denuncia, siempre barnizada de humor y para la que no recurre a ningún tipo de mensaje escrito, le emparentan con el británico Banksy, la estrella mundial del género callejero.

” Ha creado un diálogo necesario y me parece que incluso en su ascenso vertiginoso nunca ha dejado de lado su compromiso con ciertos valores. Eso quizá es lo que más le engrandece a día de hoy”, comenta con admiración el gallego sobre su compañero de circuito. “En mi trabajo reflexiono sobre los efectos colaterales de nuestra idea de progreso. No es que quiera encasillarme en tratar temas sociales, pero la verdad es que vivimos una época compleja y me interesa usar la creación como una forma de combate para intentar comprender el mundo que hemos creado”.

Un bróker – maletín incluido- que malvive entre cartones frente a la Bolsa de Nueva York, dos hombres blancos, calvos y cincuentones que transportan un trozo de césped en Jyväskylä ( Finlandia), una reunión de empresarios con el agua literalmente al cuello en Montreal, un potencial suicida en Blackburn ( Inglaterra) … Los hombrecitos de Cordal protagonizan situaciones de una melancolía entre poética y risible

” El lenguaje visual que utilizo es bastante sencillo y no está codificado, por lo que es fácil sentirse identificado con las escenas creadas. La escultura es figurativa, y eso me imagino que ayuda en su lectura. Esta sencillez tiene sus cosas positivas y negativas”, admite.

Otra de las piezas del escultor gallego, en Blackburn (Inglaterra).

Después de licenciarse en Bellas Artes en la universidad de su ciudad, y antes de completar su formación con un máster en artes digitales en Londres, Cordal pasó por la escuela de canteiros pontevedresa, donde aprendió algunos fundamentos que ahora aplica. “Generalmente modelo las piezas en barro, arcilla polimérica o plastilina. Después hago un molde de silicona y las cuelo en distintos materiales, sobre todo en cemento, porque me parece un product simbólico, como la huella que nos delata frente a la naturaleza. Creo que en ese sentido las esculturas se camuflan bien con el mobiliario urbano: cajas de luz, cables, muros … El tiempo para producir las piezas depende de su complejidad, pero en general soy lento a la hora de producir”, explica.

Dice estar interesado en hacer grandes instalaciones en espacios convencionales, pese a que ya expone en galerías. También que le inspira tanto lo que ocurre a la vuelta de la esquina como en lugares remotos. Aunque a los medios de comunicación les zurra igualmente: “Tenemos más acceso que nunca a la información, pero es una información superficial, basada en el entretenimiento … Hoy en día eso de estar informado no significa nada”.

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‘La sombra del pasado’ es tan hermosa como excesiva: una imperfecta joya a la altura de ‘Roma’ que merece la pena descubrir

‘La sombra del pasado’ es tan hermosa como excesiva: una imperfecta joya a la altura de ‘Roma’ que merece la pena descubrir

Reconozco que fui a ver ‘La sombra del pasado’ (‘ Werk Ohne Autor’) sin saber muy bien qué me iba a encontrar Mis datos eran los justos: sabía que age una película alemana y que había sido nominada a mejor fotografía y mejor película de habla no inglesa en los Óscar2019 Ambos óscares ganados por ‘Roma’, con la que comparte mucho más de lo que puede parecer.

Florian Henckel von Donnersmarck vuelve de su letargo(han pasado ocho años desde ‘ El turista‘) para retomar su interés por el arte y la fuerza inherente que posee para contar la vida de Kurt (Tom Schilling), un joven pintor criado en la Alemania Nazi y en la postguerra de Berlín oriental.

La primera vez que le vemos es solo un niño, interesado por el arte, que visita una exposición de “arte degenerado” de mano de su tía Elisabeth (Saskia Rosendahl), que se convierte en su primera mentora y le deja una dicha grabada a fuego “lo que es auténtico es bello”.

Sin embargo, esta sufre un brote psicótico y es trasladada a una institución dirigida por el Profesor Carl Seeband (Sebastian Koch), prestigioso ginecólogo que cumple gustosamente con la orden de esterilizar(y practicar la eutanasia) a toda chica enferma o con cualquier tipo de condición que pueda comprometer el futuro de la raza aria.

Tras la tragedia de la guerra y todos los crímenes en ella cometidos, volvemos a ver a un crecido Kurt trabajando como rotulista en la Alemania oriental. Viendo sus talentos, es recomendado para entrar en la Academic community de Bellas Artes de Berlín, para hacer arte “al servicio del pueblo”. Allí conocerá y se enamorará de Ellie (Paula Beer), que cursa diseño de moda … y cuyo padre es el mismo Carl Seeband.

Un impresionante cuadro de la vida

Al igual que el personaje de Kurt, la película de Donnersmarck está consagrada al arte y su poder para transmitir la verdad, la realidad, aunque sea veladamente. El protagonista nos lleva a explorar distintas interpretaciones del arte como cultura. De la necesidad de que sea colectivo (la pintura socialista) hasta el salto a las vanguardias y el arte más contemporáneo.

De ahí que funcione muy bien el título initial, que viene a significar “obra sin autor”. No voy a desvelar cómo sale esa frase en la película, pero tiene cierto punto de mirada crítica a la vida en general y en esa búsqueda de los bello en la pureza de la realidad. Y la realidad no tiene autor. Al menos no uno físico

Tenía sentadas detrás en el cine a unas señoras que, en cuanto se encendieron las luces de la sala comentaron ” esto es la vida misma” Y no creo que haya mejor virtud para ‘La sombra del pasado’ que el ser capaz de reflejar la vida en su sentido más elevado

Elevado y, hasta cierto punto, frustrante. Porque eso implica que viendo esta película no puedes evadirte del pensamiento de que la vida es una mierda y que las injusticias pueden salir impunes. No hay una épica solución que permita el cierre deseado Simplemente se acepta la situación y se sigue adelante sobreviviendo la tragedia.

Técnicamente, ‘La sombra del pasado’ es brillante y espléndida Por volver a la comparación con ‘Roma’, creo que Donnersmarck desarrolla mucho mejor la historia que Cuarón. Pero si el mexicano logra hacer una gran poesía realista sobre la época de juventud, el alemán entrega un lienzo extenso, expresionista a ratos, delicado y muy sensible.

Sobra Pasado Cuadros

Y lo hace aprovechando al 100% la fuerza evocadora de la imagen y un maravilloso uso de la música, lo que crea escenas perturbadoramente bellas como la del bombardeo de la ciudad. Una escena que contrapone lo repentino de la muerte con un ensimismamiento ante el panorama llameante de la ciudad.

Este ensimismamiento, a su vez, absorbe a Florian Henckel von Donnersmarck, quien no deja que la historia fluya al ritmo adecuado recreándose demasiado en su exposición Como el artista que se muere de ganas por explicarte su cuadro.

Esto solo ayuda a superar las tres horas de metraje y a que nos quede demasiado claro qué está pasando en cada momento. A pesar de este “inflado” artificioso, ‘La sombra del pasado’ es una delicia de ver Una joya imperfecta y excesiva pero hermosa.

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